Querias que fosse pintor. Não fui.
Querias que pintasse a minha vida como se fosse um espelho. Não pintei.
Querias que do orgulho tirasse ensinamentos de vida. Não tirei.
Querias que fosse pintor, e o máximo que consegui foi derramar tinta sobre uma paleta de cores.
Desilusão é o que sentes?
Alguma vez te ocorreu pensar no que penso eu. Eu, aquela sombra que parece que vês pelos corredores.
Não, nunca pensaste porque sempre te sorrio. Sempre brinco. Sempre estou lá, quando tudo em volta cai.
Porque não fui pintor e talvez nunca te orgulhes. Porque o ano talvez possa ser dificil e talvez te aborreça não ter pintado a tela tal como a imaginas... um dia a surpresa cai-te nos braços. Talvez um dia olhes em frente e repares que não sou uma sombra, que não pintei o mesmo quadro, mas consegui um vida cheia de pequenos momentos que me fazem todos os dias seguir em frente de cabeça erguida.
As lágrimas, essas são minhas e nunca as verás.
Porque não fui pintor, mas sou um mundo.
Querias que pintasse a minha vida como se fosse um espelho. Não pintei.
Querias que do orgulho tirasse ensinamentos de vida. Não tirei.
Querias que fosse pintor, e o máximo que consegui foi derramar tinta sobre uma paleta de cores.
Desilusão é o que sentes?
Alguma vez te ocorreu pensar no que penso eu. Eu, aquela sombra que parece que vês pelos corredores.
Não, nunca pensaste porque sempre te sorrio. Sempre brinco. Sempre estou lá, quando tudo em volta cai.
Porque não fui pintor e talvez nunca te orgulhes. Porque o ano talvez possa ser dificil e talvez te aborreça não ter pintado a tela tal como a imaginas... um dia a surpresa cai-te nos braços. Talvez um dia olhes em frente e repares que não sou uma sombra, que não pintei o mesmo quadro, mas consegui um vida cheia de pequenos momentos que me fazem todos os dias seguir em frente de cabeça erguida.
As lágrimas, essas são minhas e nunca as verás.
Porque não fui pintor, mas sou um mundo.
2 comentários:
A certa altura, a enorme Florbela Espanca também não deixou que olhassem para as lágrimas que derramava. E disse-o.
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Na verdade, e depois de te ler, só me ocorre que se perdeu um grande pintor. Ganhou-se no entanto um grande mundo !
Eu ler este texto apenas confirmo o que sinto, vejo e tento ajudar a mudar mas que só vagamente consigo. Como gostaria que o teu sorriso não tivesse essa constante sombra que não o deixa ser como sei que é!! Vive, estou aqui para tudo, orgulha-te dos teus momentos e não penses em mais nada. Sabes que acredito em Ti e por Ti luto a cada instante da minha vida. GMT
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