Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Hoje sinto saudades de tudo e de nada. Atacada pela nostalgia, recorro ao baú de poemas que, de uma maneira ou de outra, dizem o que sinto. Leio Florbela Espanca e o poema «Ambiciosa».

É este o que hoje me toca….

Para aqueles fantasmas que passaram,
Vagabundos a quem jurei amar,
Nunca os meus braços lânguidos traçaram
O voo dum gesto para os alcançar...

Se as minhas mãos em garra se cravaram
Sobre um amor em sangue a palpitar...
- Quantas panteras bárbaras mataram
Só pelo raro gosto de matar!

Minha alma é como a pedra funerária
Erguida na montanha solitária
Interrogando a vibração dos céus!

O amor dum homem? - Terra tão pisada!
Gota de chuva ao vento baloiçada...
Um homem? - Quando eu sonho o amor dum deus!...

acordo com um ponto de luz aceso na alma....

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Será que podemos pular esta parte do ano!?!?

A solidariedade desenfreada, as compras loucas, os pais natais a sair de chaminés, as árvores de todas as formas, e cores….

Em Novembro já recebi mensagens de Boas Festas de pessoas que durante o ano não têm tempo para mandar um olá….

E depois é a repetida pergunta: «E a passagem de ano?!!?»

É esta urgência em comemorar, em ser amigo do próximo durante um mês que me irrita.

E pronto é isto. Não dormi, estou cansada e não gosto no Natal da multidão. A época começa dia 23, quando o frio do Alentejo chegar ao mais pequeno osso.

Quando a sala ficar iluminada pela chama do lume....Quando tiver conversas infindáveis com o pai... Quando todos forem dormir e eu ficar a comer chocolates e devorar filmes...

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

apetece-me citar que....


"A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão".

Pablo Neruda

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

De que me rio eu?... Eu rio horas e horas
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.

Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.

Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.

António Patrício

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Depois dos setes meses mais difíceis de sempre. Regresso “fresh and new”. Prometo voltar a este cantinho de confissões e ir dando noticias a quem de longe me acompanha.

Mana, obrigado pela paciência e apoio. Esta é só para ti.

“The first word says it all”.



Quinta-feira, Setembro 24, 2009

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia…... e se não ousarmos fazê-lo teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos"

Fernando Pessoa

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Alteração de planos

Festas, este ano, só se forem a trabalho. Em Julho o cenário colocou-se pela primeira vez. Tive de trocar a festa por um fim-de-semana de trabalho.

Chega Setembro e a feira não será de artesanato, muito menos na santa terrinha. Parto para o Alentejo, mas a Norte.

Recomendo a quem poder a Feira do Artesanato, em Moura. Ou então uma visita a esta alminha abandonada na Feira do Café em Marvão.

Vale a vista do hotel para, ao final do dia, gozar do merecido descanso e imaginar a feira que falhei…

Bem sei que já tínhamos marcado a jantarada e mais qualquer coisa mas, minhas amigas, no Natal certamente estou aí, até lá não faço planos....